Na região, a pressão sobre a floresta é nítida: além do fogo, a mata divide espaço com o gado.
A cerca de 40 quilômetros de Rio Branco, capital do Acre, o fogo consome rapidamente toda a mata virgem e áreas de criação de animais. Entre 1 de janeiro e 22 de agosto foram registrados 76.720 focos de incêndios, 85% a mais do que no mesmo período de 2018 (quando houve 41.400).
Os dados são do Instituto Nacional de Investigação Espacial (INPE), que também aponta que mais de 80% do território devorado pelas chamas está na Amazônia. Em Bujari, no Acre, diversos focos de incêndio podem ser observados.
Em uma fazenda, o gado é cercado pelo calor do fogo no Acre.
No Estado do Amazonas, na fronteira com o Acre, o fogo também consumiu parte da área do Projeto Floresta Estadual do Antimary, a primeira floresta pública estadual em operação, onde ocorrem atividades de manejo sustentável. A pouca chuva que ocorreu na ultima semana no Acre ajudou a impedir que mais floresta natural fosse consumida pelo fogo.
Área no Acre onde já houve desmatamento e queimada. Um levantamento do site InfoAmazonia, com base em dados públicos, indica que entre os dez municípios com mais incêndios no país, sete estão entre os que também mais sofreram com desmatamento anterior.
Mais uma área devastada pelos incêndios das últimas semanas no Acre.
O contraste entre uma área de fazenda de gado e mata virgem no Acre.
Área preservada da Amazônia, no Acre.
Após os incêndios, pessoas aproveitam para colher a madeira derrubada pelo fogo perto de suas casas em Bujari, Acre.
Um posseiro leva um pequeno corte de madeira de uma árvore derrubada por um incêndio em Bujari, Acre.