Medicamento Ozivy chega às farmácias brasileiras nesta segunda-feira

O medicamento Ozivy, produzido pela farmacêutica EMS, começou a ser vendido no Brasil nesta segunda-feira 15/06/26.
Trata-se do primeiro fármaco com a semaglutida sintética a receber o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento da diabetes tipo 2.
Segundo a EMS, o lote inicial para venda será de 500 mil canetas.
No Programa Vida + Leve, oferecido pela EMS, é apresentado um pacote com duas canetas multidose de 1 mg que corresponde aos três primeiros meses de tratamento, por R$ 863,23, equivalente a R$ 287 por mês.
Nas farmácias, o valor unitário da caneta é de R$ 452 mensais para as doses iniciais, de 0,25 mg e 0,5 mg, e de R$ 497 para a de 1 mg.
Ainda, de acordo com a farmacêutica, a apresentação com duas canetas para manutenção na dose de 1 mg será disponibilizada a partir de julho.
Como o Ozivy funciona?
Parte da classe de medicamentos GLP-1, apresenta um funcionamento semelhante ao do Ozempic, que simula a ação do hormônio GLP-1 no corpo.
A caneta atua em três frentes:
- no pâncreas, estimulando a produção de insulina,
- no estômago, reduzindo a velocidade com a qual a comida é digerida,
- no cérebro, diminuindo o apetite.
No estudo STEP-4 a semaglutida a uma dose de 2,4 mg mostrou uma perda de aproximadamente 17,4% do peso após um tratamento de 68 semanas, equivalente a 1 ano e 4 meses.
Como indicam as instruções de uso, o fármaco deve ser aplicado uma vez na semana, sempre no mesmo dia (por exemplo, toda quarta-feira), sem restrição de horário – qualquer horário.
Os locais mais indicados para aplicação são o abdômen, coxa ou braço.
Fim da patente do Ozempic
A semaglutida se popularizou no país por conta do medicamento Ozempic, que perdeu a patente sobre a molécula biológica em março deste ano.
No mês de maio, o Ozivy recebeu o sinal verde da Anvisa. Com a autorização, o “genérico” da caneta passou a ser produzido na Hortolândia, em São Paulo.
Fonte:
farmacêutica EMS.
Agencia de Vigilância Sanitária – Anvisa.
Época Negócios – Ciência e Saúde.
