Cidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única

As cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) iniciaram a vacinação piloto com o imunizante de dose única contra a dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan.

 

Os testes serão acompanhados durante 1 ano. Se der tudo certo, a produção ou quantitativo será em massa para toda a população alvo, pessoas de 15 a 59 anos, segundo o Ministério da saúde. Silânia Costa/Mundiblue.

 

Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e também Botucatu, em São Paulo (80 mil).

O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população alvo nessas cidades, composta por cidadãos com idade entre 15 e 59 anos.

Em Botucatu, a vacinação começou no domingo dia 18/01/26

Os resultados da imunização serão acompanhados durante um ano.

As análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além de monitorar eventuais efeitos adversos raros após a imunização.

Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu na avaliação da efetividade da vacina contra a covid-19.

*Se os resultados forem positivos, será iniciada a produção em massa para atender todo o país.

Até o momento, o Butantan fabricou 1,3 milhão de doses.

Antes dos resultados porém, será realizada a imunização de públicos prioritários com a chegada de mais doses da Butantan DV.

A imunização de profissionais da atenção primária à saúde está prevista para o início de fevereiro.

Esse grupo, composto por  médicos, enfermeiros e agentes comunitários, deve receber as cerca de 1,1 milhão de doses que não foram usadas nesta fase prioritária.

Segundo o Ministério da Saúde, com a transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos.

A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.

No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios.

“Cidades que foram escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade, ainda, que a vacina é a primeira contra a dengue aplicado em dose única, o que permite imunização mais rápida e eficaz”. afirmou. Massuda 

*Os estudos clínicos indicaram eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves. Entre os vacinados, nenhum precisou de hospitalização por conta da dengue.

A vacina foi desenvolvida em um processo de 20 anos, juntando tecnologias de diversos centros de pesquisa nacionais e apoio de pesquisadores estrangeiros.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiou com um financiamento de R$ 32 milhões, ainda em 2008.

Um segundo aporte, para financiar a fábrica de vacinas, colocou R$ 97 milhões do banco à disposição, em 2017.

Até o momento, o imunizante recebeu investimentos de R$ 305,5 milhões.

A rede de saúde das cidades que atuam nesta fase atenderá moradores com documento oficial com foto, e a orientação é que leve também o Cartão SUS.

Mesmo com a imunização, o cuidado com essa e outras arboviroses permanece.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Lima, mesmo com a ampliação da cobertura vacinal, as ações de prevenção seguem fundamentais, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de água parada.

 

Fonte:

Ministério da Saúde.

Agência Brasil.

Mundiblue/Silânia Costa.

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