{"id":9800,"date":"2022-10-10T09:21:12","date_gmt":"2022-10-10T12:21:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/?p=9800"},"modified":"2022-10-10T09:21:12","modified_gmt":"2022-10-10T12:21:12","slug":"qual-a-definicao-de-consumidor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/arquivos\/9800","title":{"rendered":"Qual a defini\u00e7\u00e3o de consumidor?"},"content":{"rendered":"<h3>No Brasil, existe um conceito legal de consumidor que foi criado pela lei 8.078, de 11 de setembro de 1990, previsto no art. abaixo:<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"n3VNCb KAlRDb aligncenter\" src=\"https:\/\/a-static.mlcdn.com.br\/1500x1500\/livro-codigo-de-defesa-do-consumidor-2022\/livrariauniversodolivro\/405p\/302a959352945af2bdf0ead6e0ffeb80.png\" alt=\"Livro - C\u00f3digo de Defesa do Consumidor 2022 - Livros de Direito - Magazine  Luiza\" width=\"357\" height=\"435\" data-noaft=\"1\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Art. 2\u00ba \u2013 Consumidor \u00e9 toda pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que adquire ou utiliza produto ou servi\u00e7o como destinat\u00e1rio final.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Par\u00e1grafo \u00fanico. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermin\u00e1veis, que haja intervindo nas rela\u00e7\u00f5es de consumo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O artigo define para n\u00f3s o que \u00e9 consumidor. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em seu conceito, veem-se tr\u00eas elementos: <\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\">A) subjetivo (pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica); <\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">B) objetivo (que adquire ou utiliza produto ou servi\u00e7o); <\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">C) teleol\u00f3gico (a finalidade pretendida, ou seja, o destino final do produto ou servi\u00e7o).<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A doutrina ainda divide o conceito de consumidor em:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"> <strong><em>consumidor stricto sensu<\/em><\/strong>, \u00e9 aquela pessoa que adquire, usufrui do produto ou servi\u00e7o, \u00e9 o real consumidor propriamente dito; <\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>consumidor por equipara\u00e7\u00e3o<\/strong>, que s\u00e3o aqueles que n\u00e3o participam da rela\u00e7\u00e3o de consumo diretamente, mas a lei os equiparou como tal, s\u00e3o aqueles dos artigos 2\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico e nos artigos 17 e 29.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O principal ponto da defini\u00e7\u00e3o de consumidor vem no conceito de destinat\u00e1rio final, que causa controv\u00e9rsia na doutrina e na jurisprud\u00eancia, tendo-se tr\u00eas correntes que v\u00e3o definir o que seria destinat\u00e1rio final.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S\u00e3o elas:<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"color: #800000;\">1) Teoria Finalista:\u00a0<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m chamada de subjetiva, parte do conceito econ\u00f4mico de consumidor. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Essa teoria restringe o conceito de destinat\u00e1rio final \u00e0queles que apenas adquirem o produto ou servi\u00e7o para seu uso pr\u00f3prio ou de sua fam\u00edlia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Com isso \u00e9 necess\u00e1rio ser destinat\u00e1rio final e econ\u00f4mico do bem, n\u00e3o podendo adquirir o bem ou servi\u00e7o como insumo, para uso profissional, revend\u00ea-lo, etc.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Exemplo para esta teoria do que n\u00e3o seria consumidor: <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">uma empresa \u201cX\u201d que venda \u00e1gua mineral. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de consumo entre a \u201cX\u201d e uma concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico fornecedora de \u00e1gua.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"> Outro exemplo tamb\u00e9m seria uma empresa de telemarketing \u201cY\u201d, que n\u00e3o \u00e9 considerada consumidora de uma empresa concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico telef\u00f4nico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Exemplo para esta teoria do que seria consumidor: <em>Uma pessoa que adquire uma televis\u00e3o numa loja de eletrodom\u00e9sticos para que ele e sua fam\u00edlia a usufrua.<\/em> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Resumindo, para esta teoria, consumidor \u00e9 aquele que p\u00f5e um fim na cadeia de produ\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"color: #800000;\">2) Teoria Maximalista:\u00a0<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m chamada de objetiva, ela tem uma abrang\u00eancia maior do que seria consumidor. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para esta teoria, o destinat\u00e1rio final seria aquele destinat\u00e1rio f\u00e1tico, ou seja, pouco importa a destina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que se dar\u00e1 ao bem, se \u00e9 usado como insumo ou n\u00e3o, se \u00e9 destinado \u00e0 pessoa ou \u00e0 fam\u00edlia ou n\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Assim, consumidor \u00e9 visto puramente de forma objetiva, ou seja, n\u00e3o se v\u00ea a finalidade que se dar\u00e1 ao produto ou servi\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Essa teoria \u00e9 criticada, pois o c\u00f3digo de defesa do consumidor seria uma norma geral, podendo confundir sempre os sujeitos que seriam ora fornecedor, ora consumidor. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Essa teoria se vincula ao medo que assombrava a \u00e9poca do Estado Liberal que, como vimos, teve resqu\u00edcio em nosso antigo C\u00f3digo Civil de 1916, lei geral da rela\u00e7\u00e3o privada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Como o CDC \u00e9 anterior ao novo C\u00f3digo Civil, era at\u00e9 razo\u00e1vel essa teoria, devido ao individualismo que predominava no antigo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Todavia, com a entrada em vigor do Novo C\u00f3digo em 2002, com o fundamento na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 e os Princ\u00edpios da Eticidade, <em>Boa-f\u00e9 Objetiva e Socialidade,<\/em> n\u00e3o h\u00e1 mais raz\u00e3o para que essa teoria predomine na doutrina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para essa teoria, todos os exemplos colocados na Teoria Finalista acima s\u00e3o casos de rela\u00e7\u00e3o de consumo.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"color: #800000;\">3) Teoria Finalista Mitigada:<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Analisada por Cl\u00e1udia Lima Marques, essa teoria parte da ess\u00eancia, como o nome j\u00e1 diz, da Teoria Finalista, mas buscando a ess\u00eancia do direito do consumidor. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Vimos, na parte hist\u00f3rica, que o Direito do Consumidor veio a partir de um novo Estado Intervencionista, visando proteger \u00e0queles considerados vulner\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Com isso, para esta teoria, destinat\u00e1rio final seria aquele que p\u00f5e fim na cadeia de produ\u00e7\u00e3o, entretanto, tal defini\u00e7\u00e3o \u00e9 mitigada, relativizada, com o reconhecimento da vulnerabilidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"> Ou seja, se \u00e0 pessoa (f\u00edsica ou jur\u00eddica), mesmo que n\u00e3o colocasse fim na cadeia de produ\u00e7\u00e3o, fosse-lhe reconhecida a vulnerabilidade, seria considerada consumidora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A autora partiu tamb\u00e9m do artigo 4\u00ba, I, do CDC: <em>reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo.<\/em> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Reconhecem-se tr\u00eas tipos de vulnerabilidade: <\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\">t\u00e9cnica (consumidor n\u00e3o conhece as t\u00e9cnicas do produto ou servi\u00e7o, podendo ser facilmente levado a erro); <\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">econ\u00f4mica (seria a pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia na seara jur\u00eddica, cont\u00e1bil, econ\u00f4mica, etc.); <\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">f\u00e1tica (essa \u00e9 a real vulnerabilidade decorrente da essencialidade que a pessoa precisa do produto ou do servi\u00e7o, tendo que submeter-se \u00e0s exig\u00eancias do fornecedor).<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Exemplos espec\u00edficos para se ver a teoria: <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Empres\u00e1rio \u201cA\u201d que adquiriu, de uma grande sociedade empres\u00e1ria \u201cB\u201d, cadeiras para seu pequeno restaurante. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Aqui h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de consumo, pois \u00e9 caso de vulnerabilidade entre o pequeno empres\u00e1rio \u201cA\u201d e a grande sociedade empres\u00e1ria \u201cB\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Outro exemplo se extrai de duas jurisprud\u00eancias do STJ:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #000000;\">Resp. 468.148SP, Rel. Min. Carlos Alberto Menezes, Terceira Turma, un\u00e2nime, em tal recurso foi considerada consumidora a pessoa jur\u00eddica SBC Servi\u00e7os de Terraplanagem Ltda., ao adquirir cr\u00e9dito banc\u00e1rio para a compra de tratores a serem utilizados em sua atividade econ\u00f4mica.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">Resp. 445.854MS, Rel. Min. Castro Filho, Terceira Tuma, un\u00e2nime, em tal recurso considerou ser consumidor o agricultor Francisco Jo\u00e3o Andrighetto, ao adquirir cr\u00e9dito banc\u00e1rio para a compra de colheitadeira a ser utilizada em sua atividade econ\u00f4mica.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"text-decoration: underline; color: #000000;\">Pela defini\u00e7\u00e3o legal portanto, consumidor h\u00e1 de ser:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"> pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, n\u00e3o importando os aspectos de renda e capacidade financeira; como destinat\u00e1rio final, ou seja, para uso pr\u00f3prio, individual, familiar ou dom\u00e9stico, e at\u00e9 para terceiros, desde que o repasse n\u00e3o se d\u00ea por revenda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o foi inclu\u00eddo na defini\u00e7\u00e3o legal, o intermedi\u00e1rio, que \u00e9 aquele que compra com objetivo de revender ap\u00f3s montagem, beneficiamento ou industrializa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Por fim, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a possui diversas jurisprud\u00eancias adotando as tr\u00eas teorias aqui expostas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Todavia, recentemente, parece que o Tribunal adotou a Finalista Temperada.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Fonte:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a &#8211; STJ.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"attachment-large  jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?fit=740%2C143&amp;ssl=1\" sizes=\"100vw\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?resize=300%2C58&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?resize=1024%2C198&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?resize=768%2C148&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?resize=1536%2C297&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?resize=1200%2C232&amp;ssl=1 1200w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?resize=1568%2C303&amp;ssl=1 1568w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?w=1480&amp;ssl=1 1480w\" alt=\"\" width=\"201\" height=\"39\" data-attachment-id=\"49\" data-permalink=\"https:\/\/blog.portaleducacao.com.br\/logo-2021-portal-sem-fundo\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?fit=1920%2C371&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1920,371\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"logo-2021-portal-sem-fundo\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?fit=300%2C58&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.portaleducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/logo-2021-portal-sem-fundo.png?fit=740%2C143&amp;ssl=1\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, existe um conceito legal de consumidor que foi criado pela lei 8.078, de 11 de setembro de 1990, previsto no art. abaixo: &nbsp; &nbsp; Art. 2\u00ba \u2013 Consumidor \u00e9 toda pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que adquire ou utiliza produto ou servi\u00e7o como destinat\u00e1rio final. Par\u00e1grafo \u00fanico. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9800","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9800","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9800"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9800\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9803,"href":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9800\/revisions\/9803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}