{"id":8313,"date":"2020-11-17T11:59:39","date_gmt":"2020-11-17T13:59:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/?p=8313"},"modified":"2020-11-17T11:59:39","modified_gmt":"2020-11-17T13:59:39","slug":"sindrome-de-boreout-quando-o-tedio-no-trabalho-vira-um-problema-importante-nao-confundir-o-termo-boreout-com-a-ja-famosa-sindrome-do-burnout","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/arquivos\/8313","title":{"rendered":"S\u00edndrome de \u2018boreout\u2019: quando o t\u00e9dio no trabalho vira um problema. Importante n\u00e3o confundir o termo boreout com a j\u00e1 famosa s\u00edndrome do burnout"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"a_st font_secondary color_gray_dark \">Por tr\u00e1s dessa situa\u00e7\u00e3o se esconde uma profunda ansiedade e sensa\u00e7\u00e3o de desvaloriza\u00e7\u00e3o, que podem levar \u00e0 procura por um novo emprego.<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"block width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/P2QL0AT3_0CskQGp3ITDsbYrZz4=\/1500x0\/filters:focal(1104x737:1114x747)\/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com\/prisa\/HLM4GUZOJNDD7BSUI65JF2ZCB4.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1050\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Malte Mueller \/ Getty Images\/fStop.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"a_b article_body | color_gray_dark\">\n<p class=\"\">Voc\u00ea acabou em uma hora o pouco trabalho que tinha para o dia e se entrega \u00e0 tarefa de matar o tempo pelas sete restantes.<\/p>\n<p class=\"\">Poderia pedir mais tarefas ao chefe, mas prefere ficar enrolando; se precisarem de voc\u00ea, que chamem.<\/p>\n<p class=\"\">Parece um plano invej\u00e1vel, mas enquanto voc\u00ea atualiza seu Facebook, busca as melhores ofertas para os presentes de Natal e devora um sandu\u00edche, meio saco de batatas fritas e um folhado de chocolate, preferia que esse chamado viesse.<\/p>\n<p class=\"\">N\u00e3o vem, e voc\u00ea percebe: seu t\u00e9dio j\u00e1 \u00e9 cr\u00f4nico, tem um gosto amargo de ansiedade, e voc\u00ea se sente desvalorizado.<\/p>\n<p class=\"\">Isso n\u00e3o \u00e9 normal.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CK3I1dzWie0CFZouuQYd8mwAJQ\">\n<p id=\"google_ads_iframe_7811748\/elpais_brasil_web\/estilo\/intext_0__container__\">\u00c9 um t\u00e9dio que nos c\u00edrculos especializados ficou conhecido como s\u00edndrome de <i>boreout<\/i>, ou do trabalhador entediado, dominado por um enfado profissional extremo o qual, segundo os psic\u00f3logos, pode ser t\u00e3o prejudicial como o esgotamento por excesso de trabalho, a popular s\u00edndrome do <i>burnout<\/i> ou do trabalhador <i>queimado<\/i>.<\/p>\n<p>Tendemos a achar que um funcion\u00e1rio entediado (e com tempo de sobra) aproveitar\u00e1 para se dedicar mais a cada tarefa, mas n\u00e3o \u00e9 assim.<\/p>\n<p>Segundo um estudo da Universidade de Lancashire (Inglaterra), as pessoas entediadas, na verdade, t\u00eam um desempenho profissional prec\u00e1rio e comentem mais erros.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\">\n<div>\n<p id=\"teads0\" class=\"teads-player\">Claro que, para evitar se envolverem com a origem de seu t\u00e9dio, as pessoas com essa s\u00edndrome (um termo cunhado em um livro pelos psic\u00f3logos su\u00ed\u00e7os Philippe Rothlin e Peter Werder, em 2007, e que n\u00e3o foi reconhecido oficialmente como um diagn\u00f3stico, tendem a se distrair com recursos como as redes sociais, podendo inclusive desenvolver um v\u00edcio.<\/p>\n<p class=\"teads-player\">A comida, o \u00e1lcool e o tabaco s\u00e3o fortes candidatos a preencher seu tempo.<\/p>\n<p class=\"teads-player\">Soa familiar?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h4 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\">Como saber que n\u00e3o \u00e9 um t\u00e9dio passageiro<\/h4>\n<p class=\"\">\u00c9 importante distinguir o t\u00e9dio normal, inclusive saud\u00e1vel, daquele constante e cr\u00f4nico, que acaba fazendo voc\u00ea se sentir in\u00fatil, um sentimento que gera uma profunda ansiedade e que pode afetar negativamente todos os aspectos da vida, inclusive os que t\u00eam a ver com fam\u00edlia, amigos e relacionamento conjugal.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>Sabemos que normalmente \u201cas coisas que nos entediam s\u00e3o aquelas das quais n\u00e3o gostamos; isto reduz seus n\u00edveis de motiva\u00e7\u00e3o, de envolvimento, baixam seus n\u00edveis de responsabilidade, e voc\u00ea adota uma atitude passiva, vai procrastinando\u201d, diz a psic\u00f3loga Gabriela Paoli, autora do livro <i>Salud Digital<\/i>.<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">Para come\u00e7ar, grave a fogo que entediar-se ao longo do dia independe do trabalho que voc\u00ea faz, e sim dos interesses que voc\u00ea tem.<\/p>\n<p class=\"\">\u00c9 poss\u00edvel ter o melhor emprego, inclusive ser o chefe, e se sentir profundamente entediado e desvalorizado.<\/p>\n<p class=\"\">Ou seja, trabalhar em algo que n\u00e3o corresponde \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o ou experi\u00eancia e que n\u00e3o lhe permite se desenvolver plenamente \u00e9 uma bomba-rel\u00f3gio.<\/p>\n<p class=\"\">A falta de comunica\u00e7\u00e3o com os outros, desempenhar tarefas mon\u00f3tonas, que n\u00e3o lhe representem nenhum tipo de desafio, e receber um sal\u00e1rio prec\u00e1rio tamb\u00e9m s\u00e3o aspectos que desmotivam constantemente.<\/p>\n<p class=\"\">Todos esses fatores aumentam quando voc\u00ea tem que aceitar trabalhos a contragosto e n\u00e3o tem outra op\u00e7\u00e3o nem pode se dar ao luxo de mudar, e a situa\u00e7\u00e3o se agrava nestes tempos devido \u00e0 conjuntura econ\u00f4mica decorrente da pandemia.<\/p>\n<p class=\"\"><strong>\u201cQuem aceita trabalhos que limitam suas capacidades tem muito mais risco de sofrer <i>boreout <\/i>e<i> burnout<\/i>, porque faz algo que j\u00e1 de cara sabe que n\u00e3o gosta; a \u00fanica motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 a econ\u00f4mica, e ap\u00f3s alguns anos isso come\u00e7a a pesar bastante. \u00c9 extremamente grave porque passamos quase 33% do dia no trabalho, \u00e0s vezes mais\u201d, afirma Andr\u00e9s Quinteros, psic\u00f3logo e diretor do Centro Psicol\u00f3gico CEPSIM.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Outro motivo para buscar um hobby<\/h4>\n<p class=\"\">Os autores da obra que apresentou pela primeira vez a s\u00edndrome do <i>boreout<\/i> n\u00e3o descreveram apenas uma pena de t\u00e9dio e desmotiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"\">Como no mito de Pandora, no fundo da caixa estava a esperan\u00e7a que, neste caso, tem a forma de uma lista de m\u00e9todos para preveni-lo.<\/p>\n<p class=\"\">Para come\u00e7ar, aconselham o trabalhador a se esfor\u00e7ar para encontrar pequenas motiva\u00e7\u00f5es que possa intercalar em seu trabalho ao longo do dia.<\/p>\n<p class=\"\">A ideia \u00e9 que cada dia seja significativo.<\/p>\n<p class=\"\">Tanto Paoli como Quinteros avalizam esta ideia e observam que comunicar aos superiores o seu interesse e compromisso em desenvolver novas tarefas tamb\u00e9m pode ajudar.<\/p>\n<p class=\"\">Encontrar alguma atividade apaixonante para preencher os momentos mortos no trabalho \u00e9 uma ajuda interessante, mas \u00e0s vezes imposs\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"\">Nesses casos, os especialistas prop\u00f5em transferi-la para momentos livres logo depois da jornada de trabalho.<\/p>\n<p class=\"\">Se mesmo assim sua motiva\u00e7\u00e3o n\u00e3o aumentar, talvez o melhor seja mesmo procurar outro trabalho que realmente lhe agrade, algo que voc\u00ea ter\u00e1 que fazer enquanto mant\u00e9m o emprego que j\u00e1 tem.<\/p>\n<p class=\"\">Afinal, n\u00e3o conv\u00e9m aumentar a ansiedade gerada pela falta de motiva\u00e7\u00e3o profissional com a decorrente da escassez econ\u00f4mica.<\/p>\n<p class=\"\">Por outro lado, embora ambos sejam resultado de uma grande insatisfa\u00e7\u00e3o ou desmotiva\u00e7\u00e3o trabalhista, \u00e9 importante <em>n\u00e3o confundir o termo<span style=\"color: #0000ff;\"> boreout<\/span> com a j\u00e1 famosa s\u00edndrome do <span style=\"color: #ff0000;\">burnout.<\/span> <\/em><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #0000ff;\"><em>O primeiro se refere ao transtorno do trabalhador entediado, que constantemente se sente desvalorizado.<\/em><\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\"><em>O segundo \u00e9 um transtorno vinculado ao estresse por excesso de trabalho.<\/em><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"\">T\u00eam origens diferentes:<\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #0000ff;\"><em>Um \u00e9 por falta de trabalho ou porque realiza tarefas mon\u00f3tonas, onde n\u00e3o h\u00e1 feedback nem um contato social real.<\/em><\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\"><em>O outro \u00e9 por excesso, um estresse cr\u00f4nico, uma satura\u00e7\u00e3o, esgotamento mental.<\/em><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"\">\u00a0Paoli adverte: Ao final, os extremos se tocam. Um pode levar ao outro.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<p>Dra. Gabriela Paoli, psic\u00f3loga e autora do livro <i>Salud Digital<\/i>.<\/p>\n<aside class=\"a_tp | border_top_dotted border_bottom_dotted border_gray border_1 border_top border_bottom\">\n<div class=\"a_tp_w | flex container_column_mobile justify_space_between\">\n<p class=\"a_tp_c | flex align_items_center justify_center\">Dr. Andr\u00e9s Quinteros, psic\u00f3logo e diretor do Centro Psicol\u00f3gico CEPSIM.<\/p>\n<p class=\"a_tp_c | flex align_items_center justify_center\">El Pa\u00eds Brasil.<\/p>\n<\/div>\n<\/aside>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por tr\u00e1s dessa situa\u00e7\u00e3o se esconde uma profunda ansiedade e sensa\u00e7\u00e3o de desvaloriza\u00e7\u00e3o, que podem levar \u00e0 procura por um novo emprego. &nbsp; &nbsp; Voc\u00ea acabou em uma hora o pouco trabalho que tinha para o dia e se entrega \u00e0 tarefa de matar o tempo pelas sete restantes. 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