{"id":7001,"date":"2019-06-10T11:15:37","date_gmt":"2019-06-10T14:15:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/?p=7001"},"modified":"2019-06-10T11:15:37","modified_gmt":"2019-06-10T14:15:37","slug":"saude-o-mito-do-amor-romantico-pode-estar-prejudicando-sua-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/arquivos\/7001","title":{"rendered":"Sa\u00fade &#8211; O mito do amor rom\u00e2ntico pode estar prejudicando sua sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"articulo-subtitulo\">Nas sociedades ocidentais, o amor rom\u00e2ntico costuma ser apresentado pelo clich\u00ea das duas metades que se procuram.<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 980px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/01\/11\/ciencia\/1484128726_755272_1484129329_noticia_normal.jpg\" alt=\"Dia dos namorados\" width=\"980\" height=\"611\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O mito grego do amor continua vivo na cultura popular, nas hist\u00f3rias de amor e nas com\u00e9dias rom\u00e2nticas PIXABAY.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas sociedades ocidentais, o amor rom\u00e2ntico costuma ser apresentado por meio do clich\u00ea das duas metades que se procuram para recuperar sua antiga completude.<\/p>\n<p>Poucos t\u00eam essa sorte, j\u00e1 que se trata de um mito que remonta a Plat\u00e3o.<\/p>\n<p>Na mitologia grega, os amantes perfeitos viviam unidos e foram divididos em dois.<\/p>\n<p>O amor, portanto, \u00e9 o desejo de encontrar aquela parte que se perdeu.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"COmKgMuG3-ICFUd6wQodAh8JwA\">\n<p id=\"google_ads_iframe_7811748\/elpais_web\/brasil\/ciencia\/intext_0__container__\">Esse mito continua vivo na cultura popular, nas hist\u00f3rias de amor e nas com\u00e9dias rom\u00e2nticas, e influencia nossa identidade social, que \u00e9 formada em muitos casos, por representa\u00e7\u00f5es ilus\u00f3rias e programadas das rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com frequ\u00eancia, de maneira menos consciente, continuamos procurando nossa \u201coutra metade&#8221; o ideal mas, as taxas de div\u00f3rcio demonstram que esse ideal n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>Hoje em dia, muita gente foge para o mundo virtual em busca da rela\u00e7\u00e3o ideal.<\/p>\n<p>Os encontros pela internet, o flerte por meio de mensagens e o <em>sexting<\/em> costumam servir de ant\u00eddoto para a solid\u00e3o, a falta de intimidade e a experi\u00eancia dolorosa da perda.<\/p>\n<p>No ciberespa\u00e7o podemos ser quem e o que quisermos.<\/p>\n<p>Isso nos proporciona prazer, mas nos seduz e nos arrasta para o imagin\u00e1rio, para o universo do inconsciente, para o mundo virtual onde s\u00e3o satisfeitos imediatamente os desejos que nem sab\u00edamos que t\u00ednhamos.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil ficar viciado nesse mundo porque o amor da vida real n\u00e3o pode competir com ele.<\/p>\n<p>Para algumas pessoas \u00e9 dif\u00edcil ou mesmo imposs\u00edvel voltar \u00e0 realidade, como mostram o crescente v\u00edcio na internet e a infidelidade na rede.<\/p>\n<p>Isso pode dar lugar a diversas rea\u00e7\u00f5es emocionais:<\/p>\n<ul>\n<li>estresse,<\/li>\n<li>desespero,<\/li>\n<li>raiva,<\/li>\n<li>dor,<\/li>\n<\/ul>\n<p>e de conduta:<\/p>\n<ul>\n<li>brigas,<\/li>\n<li>consumo vingativo,<\/li>\n<li>pornografia,<\/li>\n<li>div\u00f3rcio,<\/li>\n<li>depend\u00eancia qu\u00edmica,<\/li>\n<li>bulimia,<\/li>\n<li>anorexia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre o estresse, as feridas sentimentais &#8211; as patologias amorosas e a sa\u00fade mental como:<\/p>\n<ul>\n<li>depress\u00e3o,<\/li>\n<li>transtornos obsessivos compulsivos,<\/li>\n<li>ins\u00f4nia,<\/li>\n<\/ul>\n<p>e f\u00edsica: esgotamento &#8211; \u00e9 bem documentada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>As consequ\u00eancias do amor<\/h4>\n<p>As consequ\u00eancias a longo prazo n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o bem conhecidas, mas podemos imaginar.<\/p>\n<p>Sabemos que a qualidade de nossas rela\u00e7\u00f5es e circunst\u00e2ncias sociais pode ter uma repercuss\u00e3o profunda em nosso c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Os recentes avan\u00e7os em <span style=\"color: #ff0000;\"><em>epigen\u00e9tica,<\/em><\/span> um conjunto de modifica\u00e7\u00f5es de nosso material gen\u00e9tico que muda a maneira como os genes s\u00e3o ativados e desativados sem alterar os genes em si, indica que existe uma rela\u00e7\u00e3o entre as experi\u00eancias sociais, a express\u00e3o dos genes, as mudan\u00e7as neurobiol\u00f3gicas e a varia\u00e7\u00e3o na conduta.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><em>Um conjunto de provas cada vez mais extenso explica como o entorno social penetra em nossa mente por mecanismos epigen\u00e9ticos e como estes afetam nossa descend\u00eancia.<\/em><\/span><\/p>\n<p>Em outras palavras, os efeitos f\u00edsicos produzidos pelas experi\u00eancias sociais podem ser transmitidos.<\/p>\n<p>Se as emo\u00e7\u00f5es, os pensamentos conscientes e as cren\u00e7as inconscientes de fato fazem parte de nosso entorno social e influenciam nossos genes atrav\u00e9s dos mecanismos epigen\u00e9ticos, quais s\u00e3o as poss\u00edveis consequ\u00eancias, em longo prazo, do mito do amor rom\u00e2ntico?<\/p>\n<p>E se os processos epigen\u00e9ticos desempenham um papel importante nos transtornos psiqui\u00e1tricos e as patologias amorosas &#8211; as feridas sentimentais, podem virar problemas de sa\u00fade mental, \u00e9 poss\u00edvel estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre ambos?<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><em>Como n\u00e3o h\u00e1 estudos de corte longitudinais, nos quais um mesmo grupo de pessoas \u00e9 observado durante um longo per\u00edodo de tempo, simplesmente ainda n\u00e3o sabemos.<\/em><\/span><\/p>\n<p>O que sabemos \u00e9 que as ideias socialmente constru\u00eddas do amor rom\u00e2ntico e do casamento s\u00e3o parte integrante de nosso eu.<\/p>\n<p>Come\u00e7am na primeira inf\u00e2ncia e se prolongam ao longo da adolesc\u00eancia e da idade adulta.<\/p>\n<p>Digite \u201camor rom\u00e2ntico\u201d no Google para ver o que sai.<\/p>\n<p>Conscientemente ou n\u00e3o, desenvolvemos expectativas sobre nossas rela\u00e7\u00f5es amorosas e tentamos torn\u00e1-las realidade.<\/p>\n<p>Quando essas ideias s\u00e3o inalcan\u00e7\u00e1veis, o estresse \u00e9 inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><em>E o impacto do estresse em nosso sistema imunol\u00f3gico, em nosso cora\u00e7\u00e3o e em nossa sa\u00fade mental \u00e9 amplamente comprovado.<\/em><\/span><\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 hora de deixarmos de buscar um amor fict\u00edcio.<\/p>\n<p>Os atos de amor s\u00e3o t\u00e3o diversos quanto as pessoas.<\/p>\n<p>Frequentemente s\u00e3o prosaicos, mas sol\u00edcitos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><em>Se acabarmos com o mito do amor rom\u00e2ntico, poderemos come\u00e7ar a ter expectativas mais realistas das rela\u00e7\u00f5es e com isso, viver vidas mais saud\u00e1veis e felizes, sempre observando sinais negativo de comportamento que tamb\u00e9m podem salvar sua vida em todos os contextos.<\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<p>Mundiblue.<\/p>\n<p>El Pa\u00eds Brasil<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"COmKgMuG3-ICFUd6wQodAh8JwA\">\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas sociedades ocidentais, o amor rom\u00e2ntico costuma ser apresentado pelo clich\u00ea das duas metades que se procuram. &nbsp; 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