{"id":3177,"date":"2017-03-15T11:24:09","date_gmt":"2017-03-15T14:24:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/?p=3177"},"modified":"2017-03-15T11:24:09","modified_gmt":"2017-03-15T14:24:09","slug":"mercado-nao-quer-profissional-que-so-acerta-diz-professora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/arquivos\/3177","title":{"rendered":"Mercado n\u00e3o quer profissional que s\u00f3 acerta, diz professora"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"article-subtitle\">Segundo professora da IESE Business School, erros t\u00e9cnicos podem fazer muito bem \u00e0 carreira, desde que voc\u00ea saiba o que fazer com eles<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por vaidade ou medo de puni\u00e7\u00e3o, muitos profissionais evitam a todo custo qualquer tipo de erro e, quando eventualmente cometem algum, fazem de tudo para escond\u00ea-lo ou minimiz\u00e1-lo. Sem perceber, est\u00e3o\u00a0sabotando o pr\u00f3prio sucesso.<\/p>\n<p>Isso porque quem tem uma rela\u00e7\u00e3o conflituosa com as pr\u00f3prias falhas\u00a0corre\u00a0o risco de\u00a0ter o aprendizado limitado e n\u00e3o\u00a0crescer na carreira, alerta a professora espanhola Mireia Las Heras, da IESE Business School.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/carreira.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3178 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/carreira.jpg\" alt=\"\" width=\"433\" height=\"433\" srcset=\"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/carreira.jpg 172w, https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/carreira-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 433px) 100vw, 433px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em entrevista<b>,\u00a0<\/b> ela explica que os erros\u00a0podem ser importantes pontos de inflex\u00e3o na trajet\u00f3ria de um profissional.<\/p>\n<p>Desde que seja t\u00e9cnica e n\u00e3o \u00e9tica, diz a professora, a falha \u00e9 uma oportunidade de reorganizar\u00a0os seus padr\u00f5es de comportamento.<\/p>\n<p>Quando o <em>trope\u00e7o<\/em> desencadeia reflex\u00f5es, certamente resultar\u00e1 em novas e preciosas\u00a0compet\u00eancias.<\/p>\n<p>Segundo Las Heras, o mercado de trabalho prefere quem \u00e9 capaz de enfrentar esse processo com serenidade.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 300px;\">\u201cSe voc\u00ea sabe justificar por que aquele determinado risco compensava, e o que voc\u00ea aprendeu com o erro decorrente daquele risco, ser\u00e1 visto como mais\u00a0valioso pelas empresas\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>E o que dizer do profissional que sempre acerta? Talvez ele seja muito habilidoso ou mais provavelmente, ele n\u00e3o experimenta nada novo.<\/p>\n<p>O resultado dessa <em>prud\u00eancia <\/em>\u00e9 o bloqueio \u00e0 pr\u00f3pria criatividade e a incapacidade de gerar inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Confira:<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/carreira-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-3180 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/carreira-1-300x168.jpg\" alt=\"\" width=\"575\" height=\"322\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Cometer erros sempre faz mal para a carreira?<\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o.<b> <\/b>Desde que seja de natureza t\u00e9cnica, e n\u00e3o moral, a falha promove a aprendizagem. Pode trazer sucesso se mais tarde, voc\u00ea estiver diante de um emprego em que pode aplicar aquela li\u00e7\u00e3o que aprendeu com o seu erro.<\/p>\n<p>Errar \u00e9 bom porque\u00a0voc\u00ea enxerga\u00a0situa\u00e7\u00f5es em que a sua l\u00f3gica n\u00e3o funciona. Mas voc\u00ea deve ser capaz de refletir, extrair informa\u00e7\u00f5es, analisar os motivos do erro. Depois precisa usar essa informa\u00e7\u00e3o nos seus pr\u00f3ximos desafios.<\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 a melhor forma de falar sobre os pr\u00f3prios erros profissionais?<\/b><\/p>\n<p>Numa entrevista de emprego, por exemplo, fale sobre os seus erros do passado sem deixar de explicar o que aprendeu com eles. Se voc\u00ea sabe justificar por que aquele determinado risco compensava, e o que voc\u00ea aprendeu com o erro decorrente daquele risco, ser\u00e1 visto como algu\u00e9m mais valioso pelas empresas.<\/p>\n<p>Os erros s\u00e3o uma consequ\u00eancia do risco.\u00a0Imagine uma pessoa que vai esquiar, por exemplo. Se ela n\u00e3o cai nunca, h\u00e1 duas possibilidades. A primeira, mais rara, \u00e9 que ela \u00e9 muito boa nisso. A outra hip\u00f3tese \u00e9 que ela s\u00f3 se movimenta por \u00e1reas planas da neve e ent\u00e3o, claro, n\u00e3o leva nenhum tombo. Isso quer dizer que ela \u00e9 genial no esqui? N\u00e3o, s\u00f3 quer dizer que ela n\u00e3o se arrisca.<\/p>\n<p>No mundo do trabalho tamb\u00e9m \u00e9 assim. Uma pessoa que n\u00e3o erra nunca talvez saiba muito, seja excelente. Mas outra possibilidade, mais prov\u00e1vel, \u00e9 que ela n\u00e3o esteja experimentando nada novo.<\/p>\n<p><b>Por que os profissionais se arriscam t\u00e3o pouco?<\/b><\/p>\n<p>O problema \u00e9 que, quando um profissional erra, geralmente <em>cortam seu pesco\u00e7o<\/em>, ele n\u00e3o pode se equivocar uma segunda vez. Ningu\u00e9m gosta de ser penalizado. A \u00fanica forma de evitar o castigo \u00e9 evitar o erro, ou seja, evitar o risco.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a inova\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e que voc\u00ea fa\u00e7a experimentos, e nem todas eles v\u00e3o funcionar. Fazer prot\u00f3tipos, testes, tudo isso tem um custo que pode n\u00e3o gerar nenhum benef\u00edcio. A maioria das empresas n\u00e3o quer\u00a0isso.<\/p>\n<p>Acontece que a inova\u00e7\u00e3o que elas tanto procuram muitas vezes est\u00e1 dentro de casa. H\u00e1 funcion\u00e1rios capazes de gerar novas solu\u00e7\u00f5es e produtos, mas preferem n\u00e3o fazer isso porque n\u00e3o querem arriscar. Muita gente talentosa prefere n\u00e3o dizer, n\u00e3o fazer, para n\u00e3o ter a possibilidade de errar.<\/p>\n<p><b>Os acertos s\u00e3o sempre propositais ou h\u00e1 algo de sorte?<\/b><\/p>\n<p>H\u00e1 \u00eaxitos que atribu\u00edmos ao nosso pr\u00f3prio talento, mas que decorrem de mudan\u00e7as externas. Imagine, por exemplo, que tenho uma empresa que produz abacates nos Estados Unidos. N\u00e3o \u00e9 o ideal, porque os custos ali s\u00e3o muito maiores do que no M\u00e9xico, por exemplo.<\/p>\n<p>Mas, se houver uma mudan\u00e7a conjuntural, em que se pro\u00edbe a importa\u00e7\u00e3o de abacates nos Estados Unidos, eu terei um sucesso estrondoso. N\u00e3o \u00e9 porque eu seja um g\u00eanio dos neg\u00f3cios, mas o entorno mudou e acabei me dando bem.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es externas t\u00eam mudado muito radicalmente, e 2016 foi prova disso. Aconteceram muitas coisas que n\u00e3o podiam acontecer. Donald Trump foi eleito. O Brexit se tornou realidade. Tudo isso t\u00eam efeitos sobre as nossas chances de sucesso ou fracasso.<\/p>\n<p><b>Nesse ambiente de mudan\u00e7as e incertezas, h\u00e1 mais toler\u00e2ncia com erros?<\/b><\/p>\n<p>Depende do tipo de erro. H\u00e1 equ\u00edvocos t\u00e9cnicos, erros de c\u00e1lculo. Podem ser at\u00e9 erros t\u00e1ticos ou estrat\u00e9gicos ligados \u00e0 vis\u00e3o de neg\u00f3cios. Voc\u00ea pensa que o mercado vai evoluir em uma determinada dire\u00e7\u00e3o, e ele vai para outra. Esse tipo de engano muitas vezes \u00e9 apenas resultado desse ambiente incerto em que vivemos.<\/p>\n<p>Outra coisa muito\u00a0diferente \u00e9 uma falha \u00e9tica, isto \u00e9, um ato de m\u00e1 f\u00e9 que voc\u00ea comete em benef\u00edcio pr\u00f3prio, apesar de saber\u00a0que pode prejudicar outras pessoas. Esse tipo de erro n\u00e3o \u00e9 acidental, n\u00e3o tem justificativa e nunca ter\u00e1 um efeito positivo na sua carreira.<\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 o segredo para transformar um erro em aprendizagem?<\/b><\/p>\n<p>Fa\u00e7a uma reflex\u00e3o sobre o que aconteceu. Muitas vezes, voc\u00ea n\u00e3o conseguir\u00e1 fazer isso sozinho, isto \u00e9, ser\u00e1 necess\u00e1rio estar acompanhado de uma pessoa de fora, que n\u00e3o esteja envolvida em tudo que aconteceu.<\/p>\n<p>No entanto, para que isso funcione, \u00e9 obrigat\u00f3rio ter vontade de mudar. Aprender algo significa mudar o seu modo de fazer alguma coisa, transformar a sua forma de pensar.<\/p>\n<p>Significa incorporar uma nova informa\u00e7\u00e3o ou experi\u00eancia na sua pr\u00f3xima a\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, \u00a0execut\u00e1-la de forma diferente daquela a que voc\u00ea est\u00e1 acostumado. Quem n\u00e3o est\u00e1 disposto a fazer esse movimento nunca vai aprender com os pr\u00f3prios erros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<p>www.exame.abril.com.br<\/p>\n<p>EXAME.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo professora da IESE Business School, erros t\u00e9cnicos podem fazer muito bem \u00e0 carreira, desde que voc\u00ea saiba o que fazer com eles &nbsp; Por vaidade ou medo de puni\u00e7\u00e3o, muitos profissionais evitam a todo custo qualquer tipo de erro e, quando eventualmente cometem algum, fazem de tudo para escond\u00ea-lo ou minimiz\u00e1-lo. 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