{"id":2213,"date":"2016-12-05T15:27:03","date_gmt":"2016-12-05T17:27:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/?p=2213"},"modified":"2016-12-05T15:27:03","modified_gmt":"2016-12-05T17:27:03","slug":"o-que-nos-faz-mais-felizes-tempo-ou-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/arquivos\/2213","title":{"rendered":"O que nos faz mais felizes: tempo ou dinheiro?"},"content":{"rendered":"<h3>Se pudesse optar entre um aumento de sal\u00e1rio e uma redu\u00e7\u00e3o na jornada de trabalho, o que voc\u00ea escolheria? Sua felicidade depende da resposta a essa pergunta<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O sucesso est\u00e1 associado a ter mais de tudo. Mais coisas, mais reconhecimento, um sal\u00e1rio maior. E isso faz sentido: j\u00e1 falamos sobre quanto o dinheiro, quando bem utilizado, pode nos ajudar a ter felicidade.<\/p>\n<p>Mas, e o tempo? O estere\u00f3tipo da pessoa bem-sucedida normalmente est\u00e1 ligado ao do trabalhador fren\u00e9tico que mal tem tempo para dedicar \u00e0s coisas de que gosta, \u00e0s suas amizades ou \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Se o objetivo nesta vida \u00e9 ser feliz, ser\u00e1 que conseguiremos isso enchendo nossos bolsos de dinheiro, ou ser\u00e1 preciso dispor de tempo livre para dedicarmos a n\u00f3s mesmos e \u00e0s pessoas que amamos?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"O que nos faz mais felizes: tempo ou dinheiro?\" src=\"http:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2016\/11\/15\/buenavida\/1479210663_012299_1479211375_noticia_normal.jpg\" srcset=\"http:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2016\/11\/15\/buenavida\/1479210663_012299_1479211375_noticia_normal_recorte1.jpg 1960w, http:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2016\/11\/15\/buenavida\/1479210663_012299_1479211375_noticia_normal_recorte2.jpg 720w, http:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2016\/11\/15\/buenavida\/1479210663_012299_1479211375_noticia_normal.jpg 980w\" alt=\"O que nos faz mais felizes: tempo ou dinheiro?\" width=\"980\" height=\"600\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um estudo publicado recentemente pela revista <em>Social Psychological and Personality Science<\/em> perguntou a quase 4.500 pessoas se, para obter felicidade, elas valorizam mais o dinheiro ou o tempo.<\/p>\n<p>Do total de entrevistados, 64% declararam preferir dinheiro. A pesquisa tamb\u00e9m detectou, no entanto, que aqueles que atribu\u00edam uma import\u00e2ncia maior \u00e0 disponibilidade de tempo se mostravam mais felizes.<\/p>\n<p>A ideia do trabalho nasceu de uma experi\u00eancia pessoal de um de seus realizadores, Hal E. Hershfield. Esse professor recebeu um convite para participar de um semin\u00e1rio em um estado que n\u00e3o \u00e9 o mesmo onde vive.<\/p>\n<p>Naquele momento, ele tinha em casa uma menina com apenas 3 meses de idade. O dinheiro que lhe pagariam serviria para ajudar nos cuidados com o beb\u00ea, mas, ao mesmo tempo, ele perderia um fim de semana inteiro em que poderia desfrutar junto a ela dessa etapa t\u00e3o delicada dos rec\u00e9m-nascidos.<\/p>\n<p>Nesse caso, o que o deixaria mais feliz: o tempo ou o dinheiro?<\/p>\n<p>Os resultados de sua pesquisa s\u00e3o os mencionados acima:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 300px;\">\u201cSe tiv\u00e9ssemos duas pessoas iguais em tudo o mais, aquela que considerasse que o tempo \u00e9 mais importante do que o dinheiro seria mais feliz do que a que escolhesse apenas o dinheiro\u201d, explicam Hershfield e Cassie Mogilner Holmes, membros da Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles, em artigo publicado pelo <em>The New York Times<\/em>.<\/p>\n<p>Logicamente, naquela ocasi\u00e3o o professor Hershfield optou por ficar em casa e aproveitar os dias com a menina em vez de ganhar o dinheiro de sua ida ao semin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Alguns entrevistados tamb\u00e9m acabaram coincidindo, em sua trajet\u00f3ria, com os resultados da pesquisa: cerca de 25% dos que haviam escolhido o dinheiro mudaram de ideia e escolheram o tempo um ano depois da primeira entrevista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"teads-inread\">\n<h4>Quest\u00e3o de idade<\/h4>\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico estudo sobre a quest\u00e3o. No come\u00e7o deste ano, uma pesquisa da Universidade de British Columbia, em Vancouver (Canad\u00e1), concluiu que a postura de valorizar mais o tempo do que o dinheiro est\u00e1 associada a n\u00edveis mais altos de felicidade, sobretudo quando s\u00e3o necess\u00e1rias longas jornadas de trabalho para obter esse dinheiro.<\/p>\n<p>Essa pesquisa constatou tamb\u00e9m que, conforme a idade aumenta, o tempo passa a ter mais import\u00e2ncia entre as prioridades das pessoas.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma l\u00f3gica nisso: cada segundo que passa se torna um bem mais escasso. Como dizia o poeta Jos\u00e9 Manuel Caballero Bonald: <em>Somos o tempo que nos resta.<\/em><\/p>\n<p>Os mais jovens parecem ter tirado sua li\u00e7\u00e3o do poeta: valorizar o tempo tem se mostrado uma tend\u00eancia na chamada gera\u00e7\u00e3o Millenium (os nascidos entre 1980 e 1995).<\/p>\n<p>Segundo um estudo de 2013 da consultoria Price Waterhouse Coopers, as pessoas dessa faixa de idade preferem dispor de mais tempo livre e compatibilizar sua vida pessoal com o trabalho a ter um sal\u00e1rio mais alto.<\/p>\n<p>Os <em>milleniuns<\/em> v\u00eaem o trabalho apenas como um meio para ter estabilidade e bem-estar, mas n\u00e3o como o \u00fanico meio.<\/p>\n<p>Segundo esse estudo, 21% das mulheres e 15% dos homens estariam dispostos a abrir m\u00e3o de parte de seu sal\u00e1rio para ter mais flexibilidade de tempo.<\/p>\n<p>O psic\u00f3logo Dan Gilbert, professor da Universidade de Harvard e autor do best-seller <em>O que nos faz felizes?<\/em> (Campus-Elsevier), explicou em visita recente \u00e0 Espanha que, a partir de um determinado limite, a quantia de dinheiro ganha n\u00e3o proporciona uma felicidade a mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"rg_ic rg_i aligncenter\" src=\"https:\/\/encrypted-tbn1.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcRepEk9eUztaRXVQCBM55C-N1MreJctvk_2a7YfSpA6PdAffHX7\" alt=\"Resultado de imagem para sossego\" width=\"521\" height=\"325\" name=\"unbtCEpkKcs10M:\" data-sz=\"f\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse limite s\u00e3o 600.000 euros (2,1 milh\u00f5es de reais). Por isso, comparativamente, os milion\u00e1rios n\u00e3o desfrutam de mais felicidade quanto mais dinheiro acumulem, nada indica que Amancio Ortega ou Bill Gates tenham tanta felicidade quanto t\u00eam de dinheiro.<\/p>\n<h4>As quatro chaves para a felicidade s\u00e3o gratuitas<\/h4>\n<p style=\"padding-left: 300px;\">\u201cUma vez atendias as nossas necessidades b\u00e1sicas, que s\u00e3o fundamentais para o bem-estar, um aumento da riqueza pode gerar alguma felicidade, mas apenas de curto prazo\u201d, explica Silvia \u00c1lava, psic\u00f3loga do Centro de Psicologia \u00c1lvaro Reyes.<\/p>\n<p>Depois disso o que acontece \u00e9 aquilo que chamamos de adapta\u00e7\u00e3o hedonista, n\u00f3s nos habituamos com as coisas que temos, nos comparamos com os outros e queremos mais.<\/p>\n<p>Isso talvez tenha acontecido com voc\u00ea: adquiriu um carro mais potente, uma casa um pouco maior, mas, depois de um primeiro momento de satisfa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o daria para dizer que se sente mais feliz do que antes.<\/p>\n<p><em>O que pode gerar um aumento duradouro do bem-estar \u00e9 investir em coisas que nos fa\u00e7am crescer como pessoas ou que melhorem o nosso relacionamento com os outros<\/em>, observa a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"rg_ic rg_i aligncenter\" src=\"https:\/\/encrypted-tbn0.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcR7ehbxowlwZi-XuMFEO0T_9Ld1x71lkPXwrVVcqrCetXgEm4Ny\" alt=\"Resultado de imagem para sossego\" width=\"543\" height=\"289\" name=\"OpYUMqr9Pxq6QM:\" data-sz=\"f\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por exemplo, um curso de viol\u00e3o ou para saber fazer <em>cupcakes<\/em>, participar de excurs\u00f5es ou atividades esportivas s\u00e3o atividades que podem fazer mais pelo nosso estado de \u00e2nimo do que os mencionados carr\u00e3o e mans\u00e3o.<\/p>\n<p>Dessa forma, as quatro atividades cotidianas que aportam mais felicidade, como explica Gilbert, n\u00e3o custam nenhum tost\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>fazer sexo,<\/li>\n<li>praticar exerc\u00edcios,<\/li>\n<li>ouvir m\u00fasica<\/li>\n<li>conversar.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Elas n\u00e3o custam nada, mas exigem tempo. \u201cInvestir em experi\u00eancias \u00e9 melhor do que investir em coisas materiais\u201d, afirma o psic\u00f3logo.<\/p>\n<p>Na psicologia, \u00e9 dado como fato consumado que ter rela\u00e7\u00f5es variadas e saud\u00e1veis com as pessoas, com uma vida social intensa e salutar (para al\u00e9m das \u201ccurtidas\u201d no Facebook), \u00e9 uma das coisas que mais contribuem para o nosso bem-estar e, para isso, o tempo \u00e9 imprescind\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos limitar nossa felicidade aos grandes acontecimentos da vida, temos de aprender a usufruir os pequenos momentos:<\/p>\n<ul>\n<li>um caf\u00e9 da manh\u00e3 com um colega de trabalho ou,<\/li>\n<li>contar uma hist\u00f3ria para os nossos filhos na hora de dormir.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Com pouco se pode fazer muito. E para isso, o que falta \u00e9 mais tempo e n\u00e3o tanto o dinheiro. Embora o ideal seja, logicamente, a combina\u00e7\u00e3o de ambos, ter um of\u00edcio que nos traga muitos milh\u00f5es por m\u00eas trabalhando apenas algumas horas por dia. N\u00e3o existem muitos deles por a\u00ed.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<p>http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/11\/15\/ciencia\/1479210663_012299.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se pudesse optar entre um aumento de sal\u00e1rio e uma redu\u00e7\u00e3o na jornada de trabalho, o que voc\u00ea escolheria? Sua felicidade depende da resposta a essa pergunta &nbsp; O sucesso est\u00e1 associado a ter mais de tudo. Mais coisas, mais reconhecimento, um sal\u00e1rio maior. 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