{"id":12397,"date":"2026-06-22T13:33:23","date_gmt":"2026-06-22T16:33:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/?p=12397"},"modified":"2026-06-22T14:05:22","modified_gmt":"2026-06-22T17:05:22","slug":"pesquisa-do-nupens-aponta-beneficios-do-consumo-de-arroz-e-feijao-para-saude-e-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/arquivos\/12397","title":{"rendered":"Pesquisa do Nupens\/USP aponta benef\u00edcios do consumo de arroz e feij\u00e3o para sa\u00fade e meio ambiente"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"wp-block-paragraph\">O arroz e feij\u00e3o, tradicionalmente ingeridos juntos, est\u00e3o entre os alimentos mais consumidos no Brasil.<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_12399\" aria-describedby=\"caption-attachment-12399\" style=\"width: 538px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/arroz-e-feijao.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12399\" src=\"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/arroz-e-feijao-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"538\" height=\"303\" srcset=\"https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/arroz-e-feijao-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/arroz-e-feijao-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/arroz-e-feijao-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.mundiblue.com\/consultoria\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/arroz-e-feijao.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 538px) 100vw, 538px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12399\" class=\"wp-caption-text\">Maravilhoso e nutritivo. Foto: Mundiblue<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">No entanto, nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, o aumento de alimentos ultraprocessados \u200b\u200bentre a popula\u00e7\u00e3o brasileira vem substituindo essa combina\u00e7\u00e3o tradicional. <\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Um novo estudo conduzido por pesquisadores do Nupens\/USP concluiu que o consumo de arroz e feij\u00e3o est\u00e1 associado a dietas mais saud\u00e1veis, com menor impacto ambiental e mais acess\u00edveis financeiramente.<\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">O artigo publicado pela <em>revista Public Health Nutrition (PHN)<\/em> teve como objetivo avaliar o consumo de arroz e feij\u00e3o no Brasil, descrevendo como esse consumo varia entre diferentes grupos da popula\u00e7\u00e3o e avaliando sua associa\u00e7\u00e3o com a qualidade nutricional, o impacto ambiental e o custo da dieta.<\/span><\/p>\n<h4 class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"text-decoration: underline; color: #000000;\">Metodologia<\/span><\/h4>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Para isso, a an\u00e1lise contou com informa\u00e7\u00f5es de consumo alimentar dos participantes da Pesquisa de or\u00e7amento familiar mais recente (POF 2017-2018) do Brasil com dados de mais de 40 mil indiv\u00edduos com 10 anos ou mais, representando todas as regi\u00f5es, estados, \u00e1reas metropolitanas, capitais e as zonas urbanas e rurais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Para avaliar a qualidade da dieta, os pesquisadores compararam a alimenta\u00e7\u00e3o de pessoas com diferentes n\u00edveis de consumo de arroz e feij\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Analisaram indicadores nutricionais, como a ingest\u00e3o de prote\u00ednas, carboidratos, fibras, s\u00f3dio, pot\u00e1ssio e ferro, al\u00e9m do consumo de a\u00e7\u00facares adicionados, gorduras totais, gorduras saturadas e gorduras trans. <\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">O impacto ambiental das dietas foi avaliado por meio do c\u00e1lculo da pegada de carbono e da pegada h\u00eddrica. J\u00e1 a acessibilidade financeira foi calculada com base no custo total da dieta.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4 class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"text-decoration: underline; color: #000000;\">Resultados\u00a0<\/span><\/h4>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Os resultados apontam que o arroz e o feij\u00e3o representam cerca de um sexto das calorias da dieta dos brasileiros, com um consumo significativo em todos os grupos sociodemogr\u00e1ficos analisados, mas principalmente em popula\u00e7\u00f5es de \u00e1reas rurais. <\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">*Entre as regi\u00f5es, o consumo de arroz e feij\u00e3o foi maior no centro-oeste e menor no sul.<\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Dietas com maior consumo de arroz e feij\u00e3o apresentaram um perfil nutricional mais favor\u00e1vel, com mais ingest\u00e3o de fibras, ferro e pot\u00e1ssio e menor consumo de a\u00e7\u00facares adicionados e gorduras. <\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Al\u00e9m disso, o maior consumo dessa combina\u00e7\u00e3o tradicional esteve associado a uma redu\u00e7\u00e3o de 45% nas inadequa\u00e7\u00f5es nutricionais da dieta.<\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Os benef\u00edcios se estenderam ao meio ambiente e ao bolso. <\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s dietas com menor consumo de arroz e feij\u00e3o, aquelas com maior presen\u00e7a dessa combina\u00e7\u00e3o apresentaram uma pegada de carbono 18% menor, uma pegada h\u00eddrica 21% menor, e custo total da alimenta\u00e7\u00e3o 38% inferior.<\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>\u201cValorizar e fortalecer o nosso arroz e feij\u00e3o \u00e9 uma ferramenta poderosa da cultura alimentar brasileira para promover uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Temos uma grande vantagem: essa combina\u00e7\u00e3o j\u00e1 faz parte do dia a dia e da identidade alimentar da popula\u00e7\u00e3o\u201d, aponta Gabriela Cruz, pesquisadora do Nupens\/USP e autora principal do estudo.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">O texto aponta que a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel t\u00eam mais chance de serem efetivas quando baseadas em pr\u00e1ticas locais por j\u00e1 estarem culturalmente inseridas. <\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">O artigo tamb\u00e9m refor\u00e7a as recomenda\u00e7\u00f5es do Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira, j\u00e1 que apresenta dados que quantificaram indicadores de qualidade da dieta, e que apontam para um caminho culturalmente apropriado para o incentivo da alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel no pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Para Gabriela, um diferencial do estudo \u00e9 exatamente a brasilidade: <\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>\u201c\u00c9 importante estudarmos a alimenta\u00e7\u00e3o dentro do nosso contexto local. A dieta mediterr\u00e2nea foi amplamente estudada e seus benef\u00edcios para a sa\u00fade comprovados, mas ela faz sentido no contexto dos pa\u00edses mediterr\u00e2neos. Ainda existem poucos estudos sobre dietas locais n\u00e3o europ\u00e9ias\u201d, comentou.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Fonte:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Nupens\/USP<\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Artigo: Rice and beans: the nutritious, sustainable and affordable staple of the Brazilian diet<\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Revista: Public Health Nutrition (PHN)\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"color: #000000;\">Autores: Gabriela Lopes da Cruz, Kelly Garton, Boyd Swinburn, Maria Laura da Costa Louzada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Artigo:<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/services\/aop-cambridge-core\/content\/view\/D5AD4F24669E45934C8D10716EDAD958\/S1368980026102602a.pdf\/rice-and-beans-the-nutritious-sustainable-and-affordable-staple-of-the-brazilian-diet.pdf\">https:\/\/www.cambridge.org\/core\/services\/aop-cambridge-core\/content\/view\/D5AD4F24669E45934C8D10716EDAD958\/S1368980026102602a.pdf\/rice-and-beans-the-nutritious-sustainable-and-affordable-staple-of-the-brazilian-diet.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O arroz e feij\u00e3o, tradicionalmente ingeridos juntos, est\u00e3o entre os alimentos mais consumidos no Brasil. &nbsp; &nbsp; No entanto, nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, o aumento de alimentos ultraprocessados \u200b\u200bentre a popula\u00e7\u00e3o brasileira vem substituindo essa combina\u00e7\u00e3o tradicional. 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